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Vida de programador não é fácil. Algumas vezes, me pego tendo que ficar no trabalho além do expediente, para resolver algum pepino e deixar o sistema redondo! Aliás, lendo o artigo “Diário de um DBA” no iMasters hoje, observei que isso acontece na área de informática de modo geral. Por isso, pense bem se é nisso que você quer ser quando crescer. =D

Mas, por um lado, me tranquilizo. Talvez o estagiário de informática se sinta pressionado, com medo de ser demitido na primeira semana por ter feito alguma besteira (passei um mês ofegante no primeiro estágio), ou por não deixar o sistema do cliente funcionando perfeito. Mas cheguei a conclusão de que bugs acontecem nas melhores empresas.

Hoje, me deparei com a tela abaixo ao tentar logar no site do Banco do Brasil. Oras, se o site de um banco, com a credibilidade que tem, profissionais com certeza mais capacitados e experientes dá pau, imagine o site de seu manoel da padaria. =D

Veja bem! Não estou defendendo sistemas com problemas. De maneira alguma! Detesto isso! O que acontece é que, depois de trabalhar 10hs seguidas num projeto, é comum ficarmos com a mente cansada e não conseguir debugar o código. As vezes o problema é apenas uma vírgula, mas lembre-se: somos homens, e não máquinas. ^^

Há algumas semanas, apresentei o lendário vídeo de Bill Gates, num apresentação do Windows 95. O sistema travou (a famosa tela azul) no momento em que o apresentador mostrava o sistema operacional.

Por isso, não se assuste. Problema no sistema acontece nas melhores empresas! =)

Sinceridade de uma criança

Quando for conversar com uma criança, lembre-se que ela é apenas uma criança.

Vi no Jacaré Banguela, que viu no Xpock =)

O que que é isso? Websérie e tirinhas

Há um tempo a Locaweb, a maior empresa de hospedagem da América Latina, tem lançado uma campanha bem humorada sobre os serviços que ela oferece. Antes, a campanha se limitava apenas a tirinhas exibidas no próprio site da empresa.

Agora, a empresa lançou uma websérie (ou webnovela, para as mulheres ) O que que é isso?, que já está em seu 5º episódio. No mesmo esquema das tirinhas, a campanha aborda de forma discontraída os serviços e “bicho de sete cabeças” da TI.

Se essa campanha alcançará os leigos, não sei, mas tem divertido muitas pessoas que trabalham na área. Confesso que ri muito (e até me identifiquei) com o primeiro epsódio, “O carinha da TI”. =D

A máquina da Canabrava

Estou lendo o livro “Cem melhores crônicas (que, na verdade, são 129)”, de Mário Prata. E dei muita risada hoje quando deparei-me com o seguinte texto, reproduzido na íntegra daqui.

No primeiro dia de aula, a professora de História da Economia, na velha USP da Rua Doutor Vilanova, Alice Canabrava, escreveu no quadro negro o nome de um livro sobre o mercantilismo e disse, seriíssima:

- Na próxima aula (dali a uma semana), prova sobre o livro.

Era o estilo dela, que eu já havia enfrentado no exame oral (é, tinha oral) do vestibular para economia em 1967. Me lembro que ela me perguntou qual era a diferença entre uma nau e uma caravela. Na época, eu sabia.

Mas o mundo é pequeno e trinta anos depois vim a descobrir que a Canabrava era tia da minha amiga escritora-arquiteta Lúcia Carvalho, aquela mesma que já andou por aqui falando de privadas e congêneres. Era tia. Morreu há um mês, já velhinha, aposentada e lúcida. Deixou sua casa – com tudo que tinha lá dentro, incluindo uma genial biblioteca – para a Lúcia.

E a Lúcia acaba de me mandar um e-mail que eu transcrevo na íntegra, sobre uma velha máquina da catedrática tia. Vamos lá.

“Ouve só. A gente esvaziando a casa da tia neste carnaval. Móvel, roupa de cama, louça, quadro, livro. Aquela confusão, quando ouço dois dos meus filhos me chamarem.

- Mãe!
- Faaala.
- A gente achou uma coisa incrível. Se ninguém quiser, pode ficar para a gente? Hein?
- Depende. Que é?

Os dois falavam juntos, animadíssimos.

- Ééé… uma máquina, mãe.
- É só uma máquina meio velha.
- É, mas funciona, está ótima!

Minha filha interrompeu o irmão mais novo, dando uma explicação melhor.

- Deixa que eu falo: é assim, é uma máquina, tipo um… teclado de computador, sabe só o teclado? Só o lugar que escreve?
- Sei.
- Então. Essa máquina tem assim, tipo… uma impressora, ligada nesse teclado, mas assim, ligada direto. Sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita…

Ela ia se animando, os olhos brilhando.

- … e a máquina imprime direto na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito legal! Direto, na mesma hora, eu juro!

Eu não sabia o que falar. Eu ju-ro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, de menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever. Era isso mesmo?

- … entendeu mãe?… zupt, a gente escreve e imprime, a gente até vê a impressão tipo na hora, e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, esperar hóóóras, entrar no word, de escrever olhando na tela, mandar para a impressora, esse monte de máquina, de ter que ter até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe! É muuuito legal, e nem precisa de colocar na tomada! Funciona sem energia e escreve direto na folha da impressora!

- Nossa, filha…
- … só tem duas coisas: não dá para trocar a fonte nem aumentar a letra, mas não tem problema. Vem, que a gente vai te mostrar. Vem…

Eu parei e olhei, pasma, a máquina velha. Eles davam pulinhos de alegria.

- Mãe. Será que alguém da família vai querer? Hein? Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo para ninguém querer para a gente poder levar lá para casa, isso é o máximo! O máximo!

Bem, enquanto estou aqui, neste ‘teclado’, estou ouvindo o plec-plec da tal máquina, que, claro, ninguém da família quis, mas que aqui em casa já deu até briga, de tanto que já foi usada. Está no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos ‘impressos na hora’ por eles. Incrível, eles dizem, plec-plec-plec, muito legal, plec-plec-plec.

Eu e o Zé estamos até pensando em comprar outras, uma para cada filho. Mas, pensa bem se não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai direto, do teclado para o papel, e sem tomada!

Céus. Que coisa. Um beijo grande, Lúcia.”

É, Lúcia, a nossa querida Alice Canabrava, deve estar descansando em paz e rindo muito. E dê uns beijos nos filhos e agradeça a crônica pronta-pronta, plec-plec-plec, que eu ofereço aos meus leitores. E leitoras.