Com o aumento de ataques cibernéticos, a internet hoje tem sido uma rede sem lei, onde criminosos tentam exploram falhas nos sistemas ou roubar dados dos usuários, através de vírus e programas maliciosos, tanto em e-mails como em sites infectados. Com as empresas bancárias expandido cada vez mais sua atuação sobre o meio digital, tal preocupação deve ser redobrada, principalmente por este ser, na maioria das vezes, o principal alvo dos crimes na internet.
Este movimento em torno da segurança da informação tem levado às empresas bancárias a buscarem o equilíbrio entre a segurança, facilidade de uso pelo usuário final e eficiência na prestação de serviço. Entretanto, este equilíbrio parece não ter sido levado em conta pelo Banco do Brasil.
Recentemente o Banco do Brasil retirou de seu sistema o teclado virtual, usado pela maioria da rede bancária como forma preventiva contra aplicativos que registram os dados digitado pelo teclado (os chamados keylogger). O objetivo da nova forma de acesso ao internet banking é facilitar a utilização por seus clientes. Porém, tal medida põe em risco os dados dos usuários que acessam sua conta pela internet.
Diante da mudança, fiz um teste básico e simples: instalei o primeiro keylogger que encontrei e constei que todos os dados de agência, conta corrente e senha de 8 e 6 dígitos foram gravados. Como o BB adota a medida de cadastramento de computadores, aparentemente nenhum problema seria constado, mas aí entra um outro problema: a segurança da informação. O atacante pode não conseguir nenhuma transação por sua máquina não estar cadastrada, mas terá acesso a todas as suas informações bancárias, tais como saldo, extrato de poupança, quanto entra, quanto sai, etc. Ninguém quer ter o sigilo bancário violado tão facilmente, não é?
Com a nova medida de eliminar o teclado virtual, o BB cria uma metodologia de segurança vista com suspeita por muitos. Segundo informações que constam no site do Banco do Brasil (veja aqui), foi criada uma central de monitoramento, que basicamente detecta operações anormais do cliente. As transações suspeitas ficam sobre análise, e caso não seja aprovada, deve ter a autorização pelo cliente via telefone, para que seja concluida. Em caso de perca ou roubos dados, realmente esta medida evita utilização indevida de seu dinheiro. Mas, esta medida cria um gargalo nas transações online e imediata. Por duas vezes, necessitei efetuar uma transferência entre contas do BB, e o mesmo só foi processado depois de algumas horas. Ou seja, não dependa do banco se você precisar de algo realmente urgente.
Juntando a isto tudo, o BB adota um módulo de segurança que é instalado em seu computador, mas que as informações sobre o que ele realmente faz não fica muito claro. Uma coisa é fato: o BB rastreia todos os seus movimentos para identificar o que é e o que não é transação anormal. Só quero acreditar que o rastreio do módulo se limite às operações do sistema do banco.