Apagão em TI: gestão de riscos

Dizem que a história se repete. E este ano aconteceu novamente… Semelhante a 1999, no início deste mês parte do país ficou às escuras por algum motivo ainda não muito bem esclarecido. A falta de energia afetou 12 estados brasileiro, causando prejuízo e transtornos para a população atingida. (Saiba tudo sobre o apagão aqui e aqui)

E foi justamente nesse cenário que muitos profissionais de TI deve ter pensado: “putz! deveria ter estudado mais sobre gerencia de risco”. E o que vem a ser gerenciamento de risco de projeto?

Riscos de projeto são condições que, caso venham a ocorrer, podem comprometer ou impedir a realização de um dado projeto. A necessidade de gerenciar riscos decorre, principalmente, da constatação de que a quantidade e diversidade dos riscos de projeto excede o montante de recursos alocados para neutralizar todos esses riscos durante a execução do projeto. Essa situação demanda que os riscos devam ser priorizados ou “gerenciados” adequadamente. Wikipédia

O PMBOK aborda 9 áreas de conhecimento de gestão, sendo que a gestão de risco de projeto é uma das mais importantes. Em termos práticos,  o que o a apagão tem a haver com o gerenciamento de risco? Tudo! Vejamos:

Um empresa de hospedagem que promete oferecer a seus clientes disponibilidade de 99,8% de seus sistemas online, tem como um dos principais atributos de qualidade e requisito não-funcional, alta disponibilidade. Assim, a empresa necessita ter um análise e planejamento consistente para seus servidores estejam sempre disponíveis. E se der problema no hardware do servidor? E se cair o link (conectividade) do servidor? E se houver um apagão? O gerenciamento de risco tende a neutralizar esses e outros problemas que possam vir a ocorrer. Mesmo que o problema venha a se repetir 10 anos depois. Foi o que aconteceu com a Locaweb.

Mas, a gestão de risco não se limita apenas às grande e médias empresas. Seja você iniciando sua empresa ou em trabalho autônomo como freelancer, o gerenciamento de risco se torna extremamente necessário. Eu, particularmente, tenho a mania de trabalhar com “o dedo no CTRL + S” (atalho para salvar documento), já que não possuo um no break disponível para segurar os trabalhos, em caso de queda ou oscilação de energia.

Quando se fala em risco, não se limita a ter somente um no break. Este recurso é um amparo momentâneo. A “gerência de risco pessoal”, digamos assim, envolve algumas ações, que podem amenizar possíveis problemas que venham a surgir em condições adversas. Além do no break, é sempre bom manter um hábito de realizar back up mensal (minha sugestão) de seus documentos importantes. Uma outra dica importante é manter seu HD particionado. Em uma partição deve-se manter o sistema operacional,  e na outra, seus dados, documentos pessoais e profissionais. Em caso de problema com o SO, sua reinstalação não afetará os arquivos na outra partição.

Portanto, podemos observar que gestão de risco não é uma atividade exclusivamente de profissionais de TI, das grandes empresas e gerentes de projetos. Gerenciamento é válido e necessário para todos aqueles que utilizam da tecnologia. Se você tem alguma dica mais sobre o gerenciamento de risco para uso pessoal, deixe registrado nos comentários.

Abraço e até mais!



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